Lembro-me de quando comecei a usar o LinkedIn. Para mim, era uma ferramenta essencial: um espaço para partilhar ideias, procurar trabalho, conhecer pessoas na mesma área e, quem sabe, abrir portas para novas oportunidades. A visão era clara: um misto de trabalho, reconhecimento e crescimento profissional.
Mas hoje? Hoje, vejo apenas mais uma plataforma de alimentação do ego.
O networking já não existe. A partilha autêntica desapareceu. O que encontro no meu feed são histórias de sucesso inatingíveis, profissionais que parecem ter vencido na vida sem um único tropeço e uma cultura de autopromoção desenfreada.
O LinkedIn tornou-se no Instagram do mundo corporativo. Só que, em vez de fotos de praias paradisíacas e carros de luxo, o que aparece são cargos pomposos, conquistas irreais e um verniz de perfeição que raramente reflete a realidade.
E para quem está a começar? Em vez de uma plataforma que incentiva a troca de conhecimento e apoia os profissionais em ascensão, o que temos agora é um palco onde só os “vencedores” falam ou, pelo menos, fazem parecer que venceram.
O LinkedIn falhou porque se tornou mais uma rede social como as outras. O conteúdo relevante perde-se no meio do ruído. Os pedidos de conexão são ignorados. As mensagens diretas são spam. E quem realmente procura uma oportunidade, um conselho ou um empurrão na carreira, fica à deriva.
Já há muito tempo que reduzi as minhas publicações aqui. Ainda partilho o conteúdo da minha empresa, mas com a sensação de que falo para um vazio. E cada vez mais me pergunto: vale mesmo a pena continuar?
O LinkedIn podia ser um espaço rico, de partilha verdadeira e apoio mútuo. Mas, neste momento, parece ser apenas mais um palco para alimentar o ego de quem já conseguiu.